Lavanderia ambiental

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A China se tornou a “lavanderia ambiental” para o mundo Ocidental. Culpamos os chineses cada vez mais por seus níveis de poluição em geral, e por seus crescentes níveis de emissão de gases do efeito estufa, em particular. Mas é a demanda de países desenvolvidos, como os EUA e o Reino Unido <e também a nossa, em outros níveis, porém crescentes> que faz a fumaça das fábricas e usinas chinesas entrarem na atmosfera. Como o parque energético da China é mais baseado em combustíveis fósseis do que aqueles da Europa, Japão e EUA, isso também significa que deslocar a força de trabalho para a China gera mais emissão de gases do efeito estufa para cada produto produzido.

“Como a China é cada vez mais atacada por causa de seus níveis de poluição crescentes, as pessoas geralmente se esquecem de duas questões importantes. Em primeiro lugar, por pessoa, as emissões de gases do efeito estufa são apenas uma fração daquelas na Europa e Estados Unidos <e mesmo assim nós, tupiniquins, queremos copiar o estilo de vida destes>. Em segundo lugar, um olhar mais atento nos fluxos comerciais revela que uma grande parte das emissões crescentes da China se deve à dependência do resto do mundo nos produtos que eles exportam – uma Chinadependência,” adiciona o diretor de conduta da nef <www.neweconomics.org>, Andrew Simms,

“Há ainda o fato de que várias indústrias pesadas simplesmente se transferiram para a China, vindas de nações aparentemente mais limpas e ricas – quando nossos principais fornecedores destróem o mundo por custos de produção mais baratos, o resultado é que mais gases do efeito estufa é bombeado na atmosfera para cada produto que compramos. Graças à maneira como os dados sobre emissões de carbono são coletados no nível internacional, isso tem o efeito de uma “lavanderia de carbono” para economias como as da Inglaterra e EUA,” ele conclui.

<http://www.neweconomics.org/gen/news_ecologicaldebtday06102007.aspx>

Nem sempre ir e voltar te deixa no mesmo lugar

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“À medida que o mundo se aproxima de um aquecimento global irreversível e se afunda cada vez mais no débito ecológico, por que então, digamos, o Reino Unido exporta 20 toneladas de água mineral para a Austrália, e então re-importa 21 toneladas? E por que esse comércio do desperdício é mais a regra que a exceção? Sob a ótica de desafios coletivos como o aquecimento global, torna-se claro que os padrões de interdependência do Reino Unido <e os nossos, também> terão que mudar se nossa economia quiser se tornar ainda que remotamente sustentável.”

- Andrew Simm in China-dependence’ going up for life in UK, as World as a whole goes into ‘ecological debt’.

<http://www.neweconomics.org/gen/news_ecologicaldebtday06102007.aspx>

Crescer não é melhorar

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A primeira questão perguntada a qualquer crítico do status quo é: O que você colocaria em seu lugar? Em lugar da economia de crescimento nós colocaríamos uma economia do equilíbrio. Mas uma alternativa teórica como esta não é de grande interesse, a não ser que exista insatisfação com a economia de crescimento atual.

Se você ingeriu veneno, não é o bastante apenas passar a ingerir alimentos saudáveis. Você deve se livrar das substâncias específicas que o tornam doente. Deixe-nos, então, aplicar uma lavagem estomacal às doutrinas de crescimento econômico com que fomos alimentados à força durante as últimas quatro décadas. (…)

Primeiro, um ponto preliminar. O verbo “crescer” tem sido associado a tantas conotações positivas que nos esquecemos de seu primeiro sentido literal, como encontrado nos dicionários: “aumentar em tamanho e desenvolver maturidade.” Portanto a própria noção de crescimento inclui algum conceito de maturidade ou suficiência, a partir do qual a acumulação física dá lugar à manutenção física; ou seja, o crescimento se transforma em um estado de equilíbrio ou manutenção <steady state>. É importante lembrar que “crescimento” não é sinônimo de “melhora”.

- Herman Daly, STEADY-STATE ECONOMICS, Chapter 5: A Catechism of Growth Fallacies.
<http://dieoff.org/page88.htm>